terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Comunicação, expressão e Logica - I

A Língua é ferramenta de Expressão de um povo. A Comunicação é a técnica que une as duas, em um discurso razoável, coerente e que expressa lógica, e não um absurdo, e que acrescenta a este o respeito tanto a quem se fala, quanto o respeito ao sentido.

Vamos expor um exemplo que trata desta comunicação, e de como ela tem que ter Lógica. Ele é tirado de um diálogo do Youtube, sem revelar os perfis, por exigência legal, pelo fato de ser um exemplo muito elucidativo do que pretendemos explicar.

O filme de Youtube

O diálogo se refere a um filme que mostra alguém cortando uma melancia, e dentro aparecem as sementes formando a frase "Deus não existe", na forma de letras pontilhadas. Um dos comentaristas diz:

1 - "bom eu acredito que deus existe mas para aqueles que nao acreditam so  apos a morte nos poderemos saber"

Um outro lhe responde, em claro tom de crítica, que é o comportamento mais comum nos fóruns, pois os jovens querem mostrar conhecimento:

2 - "vamos sustentar todo charlatão que diz falar com deus até lá. Tem milhares de crianças passando fome mas deixar o Papa, o Malafaia, o Feliciano... mais ricos vai resolver os problemas do mundo."

Para os recém-chegados em foruns, de uma maneira geral, principalmente os que discutem assuntos bíblicos, e principalmente Deus, o argumento mais utilizado para negar a Deus é o fato de crianças passarem fome, e os religiosos mais famosos enriquecerem.

Outro comenta:

3 - "então vc so acredita pelo interesse da vida apos a morte ?"

Aqui temos outro aspecto da discussão da fé, que é o pós-vida. Podem começar a observar que o tema principal, que é a Existência ou não de Deus, é deixado de lado, e a ênfase fica para o plano Secundário do tema. Isto é frequente em redações. Existe a dificuldade de foco no assunto, um erro de Lógica, no item Coerência. É o pior erro em redação: SAIR DO ASSUNTO PRINCIPAL.

Vamos prosseguir com o comentário seguinte:

4 - "quem disse que o mundo tem problemas? tá maluco é doido??"

Reparem que os comentários deveriam ter uma indicação de concatenação entre os argumentos, mas não tem. Este é um problema de comunicação. Sabemos mais ou menos que o comentário (4) deve ter o (3) em mente, mas o comentarista não deixa isto claro.

Agora, pela primeira vez, um comentarista indica a quem se refere:

5 - "Quem disse que o mundo tem problemas?" 
Eu lhe digo que o mundo tem problemas. Vc é um problema no mundo.

Ele indicou a frase sobre a qual vai comentar, cercando-a de aspas. E ele utiliza o próprio argumento para pressionar o comentarista anterior.

A seguir, outro argumento muito utilizado em discussões sobre a Existência de Deus:

6 - "NÃO!!! se vc não acredita em DEUS, o bem e o mal não existem, são apenas crenças pessoais como a sua INFELIZ opinião, valem tanto quanto vc, NADA!!! nem m**** vale!!"

O comentarista entra com o tradicional dualismo Bem/Mal, característico quando se fala de Deus. Reparem que suprimimos o palavrão. Reparem também no ritmo da discussão, característico da comunicação. A temperatura começa a subir.

7 - Não disse que ñ acredito, e muito pelo ao contrário, sua opinião é uma merda. Sem argumentos e sem alguma coisa. "E quem disse que o mundo tem problemas". O mundo tá cheio de problemas e vc é um deles. Inocente.

A comunicação continua deficiente, pois não se trata do assunto. O Tema "problemas do mundo" foge do proposto, pois cai no tema "seu problema pessoal". Quando o amor próprio dos que discutem começa a cair, ou até ser esquecido, a comunicação real foi perdida.

8 - "Você não RACIOCINA, eu estou tentando ajuda-lo a isso. Então você acredita em DEUS, um criador absoluto?? eu sou cristão, você não compreendeu o problema??? ao negar DEUS, o ateu está NEGANDO toda a realidade, você entende isso ou não??"

Aqui ainda temos o problema do amor-próprio prejudicado, mas o comentarista está tentando colocar o Tema de volta para a discussão: Deus criador, ou seja, através da criação, ou seja, o mundo criado.

9 - "Você está me ajudando?? Em que? Em ser um idiota como você?? 
Que tipo de retardado afirma que o mundo não tem problemas. Sério, você tem sérios problemas mentais. Me ajudar... Se é for pra falar m****, fica na sua brother. Eu to me retirando."

O embate começou desde o comentário 5. Nota-se que o último comentarista, não quer participar do processo legítimo de comunicação, o que é caracterizado pelas ofensas. Seus argumentos se esgotaram. Pelo menos ele se mantém no Tema dos "problemas do mundo".

10 - "Eu nunca afirmei que o mundo não tem problemas cara, eu usei e uso SARCASMO com ateus brother!! mas pelo jeito de falar você não é cristão né?"

Aqui existe uma evidência interessante. A forma de expressão do comentarista das frases ímpares fez com que este último detectasse que o comentarista não é cristão. Se a expressão for clara, até sem conhecer a pessoa você identifica suas tendências. Quando ocorrem erros de interpretação, a expressão foi deficiente.

Entra agora uma terceira pessoa, ou seja, não é nenhum dos dois que discutia até o momento:

11 - "Deixar de acreditar em Deus mudaria o fato dessas crianças passarem fome? Você esqueceu quem são os seres humanos?  Você; por um acaso ajuda estas crianças? Pense nisso. Não acho que a Bíblia faça sentido ou que exista alguma religião que realmente faça, mas afirmar que não existe nada por você simplesmente NÃO TER alguns argumentos para provar que é realmente tudo falso, é falta de conhecimento. Assim como afirmar certamente que algo existe. Agora vamos a algo mais teórico: tente explicar a física quântica com seus argumentos ateístas, veja até onde chega."

Apesar da fuga do Tema principal (Existência de Deus), este comentarista, ao tentar explicar o Tema secundário (Problemas do Mundo), e fixar o foco no Tema terciário (crianças passando fome), ele aponta para um Tema derivado do Tema Principal (crença em Deus) que, se bem desenvolvido, pode chegar ao Tema Principal. Ele está sendo lógico, aproveitando dos grandes desvios do tema, mas tentando chegar ao que interessa.

Entra um quarto comentarista, mas que fecha o raciocínio de uma forma que se pode dizer conclusiva:

12 - gostei do:

"Deixar de acreditar em Deus mudaria o fato dessas crianças passarem fome? "

Olhe só a contradição dos ateus. Eles afirmam que "Deus não existe pq é ruim". E se existe a fome é culpa dEle. Ora, se eles convencerem as pessoas q Ele não existe, A FOME ACABA ? O MAL ACABA ?

Ora, se Ele existir, a fome existirá, certo ? Como a fome existe no mundo, é mais prova de que Ele existe do q prova de q Ele não existe.

Correto ? Fui lógico ?

Isto muitas vezes acontece na comunicação entre pessoas. Ao falar, ela pode não perceber que chegou a um argumento conclusivo. Um observador de fora percebe. Por esta razão, dizemos que um diálogo é melhor se feito a três, e não a dois. E ele está tão preocupado com a discussão, e em que ela chegue ao seu objetivo, que termina dizendo:

"Correto ? Fui lógico ?"

Conclusão

Não estamos aqui para discutir o Tema "Existência de Deus", mas a Comunicação, a Expressão e a Lógica do discurso. Escolhemos um Tema controverso, para que, mesmo na dificuldade, possamos mostrar que é possível descer o mais profundo em Temas secundário e até terciários, para tentar explicar o Tema primário.

No difícil terreno científico, este tipo de cenário frequentemente se apresenta. Nas mãos do cientista estão evidências absolutamente secundárias de um Tema, mas na discussão com colegas, com os resultados nas mãos, alguém consegue indicar a direção.

Os diálogos do Youtube são, por vezes, fontes inesgotáveis de piadas. Geralmente é gente jovem que tenta conversar, mas dificilmente chegam a alguma conclusão, justamente por não prezar o seu amor-próprio, aqui comentado.


















sexta-feira, 18 de julho de 2014

Interpretação de textos complexos IV - Machado de Assis

O texto desta quarta parte é realmente difícil, na primeira cena do romance "A Ressurreição" de nosso querido Machado. Prepare-se.

O texto já está grifado, desta vez de uma forma diferente dos textos anteriores, com vistas à sua adaptação para a forma de Mapa Mental, seguindo as orientações corretas para este tipo de ferramenta:

Primeira Parte:

Naquele dia, — já lá vão dez anosa! — o Dr. Félixb levantou-se tarde, abriu a janela e cumprimentou o sol. O dia estava esplêndido; uma fresca bafagem do mar vinha quebrar um pouco os ardores do estio; algumas raras nuvenzinhas brancas, finas e transparentes se destacavam no azul do céu.

Chilreavam na chácara vizinha à casa do doutor algumas aves afeitas à vida semi-urbana, semi-silvestre que lhes pode oferecer uma chácara nas Laranjeirasc. Parecia que toda a natureza colaborava na inauguração do ano. Aqueles para quem a idade já desfez o viço dos primeiros tempos, não se terão esquecido do fervor com que esse dia é saudado na meninice e na adolescência. Tudo nos parece melhor e mais belod, — fruto da nossa ilusão, — e alegres com vermos o ano que desponta, não reparamos que ele é também um passo para a morte.

Teria esta última idéia entrado no espíritoe de Félix, ao contemplar a magnificência do céu e os esplendores da luz? Certo é que uma nuvem ligeira pareceu toldar-lhe a fronte. Félix embebeu os olhos no horizonte e ficou largo tempo imóvel e absorto, como se interrogasse o futuro ou revolvesse o passado. Depois, fez um gesto de tédio, e parecendo envergonhado de se ter entregue à contemplação interior de alguma quimera, desceu rapidamente à prosa, acendeu um charuto, e esperou tranqüilamente a hora do almoço.

Félix entrava então nos seus trinta e seis anos, idade em que muitos já são pais de famíliaf, e alguns homens de Estado. Aquele era apenas um rapaz vadio e desambiciosog. A sua vida tinha sido uma singular mistura de elegia e melodrama; passara os primeiros anos da mocidade a suspirar por coisas fugitivas1, e na ocasião em que parecia esquecido de Deus e dos homens, caiu-lhe nas mãos uma inesperada herança, que o levantou da pobreza. Só a Providência possui o segredo de não aborrecer com esses lances tão estafados no teatro.

Félix conhecera o trabalhoh no tempo em que precisava dele para viver2; mas desde que alcançou os meios3 de não pensar no dia seguinte, entregou-se corpo e alma à serenidade do repouso. Mas entenda-se que não era esse repouso aquela existência apática e vegetativa dos ânimos indolentes; era, se assim me posso exprimir, um repouso ativo, composto de toda a espécie de ocupações elegantes e intelectuaisi que um homem na posição dele podia ter.

Não direi que fosse bonito, na significação mais ampla da palavra; mas tinha as feições corretas, a presença simpática, e reunia à graça natural a apurada elegância com que vestia. A cor do rosto era um tanto pálida, a pele lisa e fina. A fisionomia era plácida e indiferente, mal alumiada por um olhar de ordinário frio, e não poucas vezes morto.

Segunda Parte:

Do seu caráter e espírito melhor se conhecerá lendo estas páginas, e acompanhando o herói por entre as peripécias da singelíssima ação que empreendo narrar. Não se trata aqui de um caráter inteiriço, nem de um espírito lógico e igual a si mesmo;trata-se de um homem complexo, incoerente e caprichoso, em quem se reuniam opostos elementos, qualidades exclusivas e defeitos inconciliáveis.

Duas faces tinha o seu espírito, e conquanto formassem um só rosto, eram todavia diversas entre si, uma natural e espontânea, outra calculada e sistemática. Ambas, porém, se mesclavam de modo que era difícil discriminá-las e defini-las. Naquele homem feito de sinceridade e afetação tudo se
confundia e baralhava. Um jornalista do tempo, seu amigo, costumava compará-la ao escudo de Aquiles4mescla de estanho e ouro5, — "muito menos sólido", acrescentava ele.

Aquele dia, aurora do ano, escolhera-o o nosso herói para ocaso de seus velhos amores. Não eram velhos; tinham apenas seis meses de idade. E contudo iam acabar sem saudade nem pena, não só porque já lhe pesavam, como também porque Félix lera pouco antes um livro de Henri Murger, em que achara um personagem com o sestro destas catástrofes prematuras. A dama dos seus pensamentos, como diria um poeta, recebia assim um golpe moral e literário.


Legenda:

aFonte vermelha: referência de tempo relativa (intervalo) ou absoluta (evento definido no tempo)
bSujeito, agente ou objeto
cReferência de Local
dLocução substantiva que referencia uma ideia que será referenciada logo depois
eReferência a uma ideia anterior
fComplemento de uma ideia temporal
gCaracterísticas do sujeito, agente ou objeto
hObjeto, entidade ou contexto relacionada ao Agente
iComplemento do Objeto, entidade ou contexto relacionada ao Agente
1Leviano
2Na pobreza
3Ganhou a herança
4Expressa uma metáfora
5Explicação da metáfora

Análise Contextual versus Análise Sintática

Uma análise sintática pode nos levar a uma apreensão (aprender) sob uma ótica que vainos desviar dos caminhos corretos da lógica do texto. Vamos dar ênfase à cadeia de ligações das idéias do texto, de forma bem despojada, com o FOCO NA MENSAGEM do contexto.

Veja o artigo interpretacao de textos complexos iii.

Qual é o FOCO deste texto ?

Qual é o FOCO, de acordo com a hipótese "daquilo que é mais referenciado" no texto ? Em outras palavras, qual é o vocábulo ou entidade que mais se repete no texto ?

Resposta: é o nome Félix.

Não se fala de um lugar, nem de um evento, nem de uma ideologia e nem de um processo (verbo). Fala-se deste personagem: Félix. Ele seria a ideia central de um mapa de ideias que o texto exprime.

Armadilhas

Ora, o autor, para não repetir onome Félix, poderia colocar as seguintes referências nos diversos parágrafos:


  • O doutor (o segundo parágrafo refere-se à "casa do doutor");
  • Este de quem estamos falando;
  • O nosso herói;
  • Esta pessoa que nos está falando;


Tome cuidado para não ser pego em tal armadiha. Todos são "links" (referências) a Félix. Portanto, as locuções substantivas devem ser traduzidas na sua entidade.

Elementos artísticos

O parágrafo um contém um cenário e um tempo no qual Félix não está amarrado. Ele poderia ter estas divagações em qualquer lugar. Portanto, a referência "já lá vão dez anos" é a única que se presta à análise
do contexto, neste parágrafo.

Os demais elementos apenas desenham uma bonita cena que ele vislumbrou ao acordar naquele dia. A estes elementos denominamos elementos artísticos, e não pertencem ao foco do texto.

Onde esta ação está ocorrendo

O local de um contexto, mesmo que seja psicológico, pode influenciar a divagação de um personagem. Aqui ele está em sua casa. Algumas naturezas deinspirações são possíveis, de acordo com o tipo de local:


  • A casa em que uma pessoa morou com os pais pode inspirar saudades, boas lembranças, mágoas, etc;
  • Uma prisão pode inspirar mágoa, revolta, vingança, arrependimento;
  • Uma fazenda pode inspirar pensamentos poéticos;
  • Uma igreja pode isnpirar pensamentos de arrependimento, confissão ou decisão;
  • Um trem ou ônibus pode inspirar desejos de tomar uma decisão, de fazer uma revisão da vida;


Aqui, sabemos que a casa de Félix é vizinha da "chácara nas Laranjeiras".

Referência ao que está acontecendo

Félix está experimentando estes pensamentos motivados por duas pistas que o segundo parágrafo dá:


  • Tudo nos parece melhor e mais belo;
  •  é também um passo para a morte;


Ora, esta é uma referência velada (escondida com véu) do aniversário segundo a opinião de Félix, nosso personagem. Ele tem, imitando o autor Machado de Assis, uma visão existencialista deste aspecto da vida humana.

Referência de ideia: Link

O terceiro parágrafo inicia estabelecendo uma ligação com o segundo (aliás, uma maneira muito lógica de se compor um texto): "Teria esta última idéia entrado no espírito".

A ideia que entrou no espírito do personagem foi a citada no segundo parágrafo, disparada por outras duas ideias citadas agora:

a magnificência do céu;
esplendores da luz;

Qualificador ou explicador de ideia

A expressão:

trinta e seis anos, idade em que muitos já são pais de famíliaf

poderia ser classificada (a parte com cor de fundo), na análise sintática como oração adjetiva. Em nossa análise de interpretação, "idade em que muitos já são pais de família" dá um dos POSSÍVEIS atributos que a pessoa adquire ao chegar aos "trinta e seis anos". Então classificamos a expressão "idade ..." como qualificadora ou explicadora da ideia, ou ainda, ATRIBUTO DA IDEIA.

Relação parecida é estabelecida por:

os primeiros anos da mocidade a suspirar por coisas fugitivas1

Os "primeiros anos da mocidade" é aquele tempo em que "suspiramos por coisas fugitivas". A expressão com cor de fundo é um qualificador, ou seja, um atributo POSSÍVEL dos "primeiros anos da mocidade".

Relação nebulosa de tempo

Mas existem relações de ideias um pouco mais difíceis de se perceber. Seja a expressão:

 trabalhoh no tempo em que precisava dele para viver2;

Trabalho, aqui, pode ser substituído por "trabalhou", e "no tempo em que ..." pode ser substituído por "enquanto precisou dele para vivar", ou seja, um intervalo no tempo em que "trabalhou". Na análise sintática seria um adjunto adverbial de tempo, mas, em nossa análise, seria um INTERVALO no qual a ideia de "trabalho" para o personagem perdurou.

Um outro exemplo deste tipo de relação é:

desde que alcançou os meios3 de não pensar no dia seguinte, entregou-se corpo e alma à serenidade do repouso

Ou seja, Félix iniciou seu "repouso desde que alcançou os meios" para tal.

Qualificador ou explicador de ideia

Outra relação deste tipo ocorre entre "repouso" (mencionado anteriormente) e

ocupações elegantes e intelectuaisi

A ideia de repouso (do trabalho) está associada ao fato de Félix poder se ocupar de coisas "mais elegantes e intelectuais".

Atributos de personagem

 tinha as feições corretas, a presença simpática, e reunia à graça natural a apurada elegância com que vestia. A cor do rosto era um tanto pálida, a pele lisa e fina. A fisionomia era plácida e indiferente, mal alumiada por um olhar de ordinário frio, e não poucas vezes morto

Os atributos estão marcados da mesma forma que o nome do personagem, dado que estão associados a ele.

Para casa

Esta é uma expressão antiga, que significa que você, leitor, vai tentar fazer a interpretação da segunda parte do texto, que publicaremos a interpretação desta parte.



























terça-feira, 15 de julho de 2014

Mapas mentais para Interpretação de Textos - II

Exemplo de Interpretação de textos com mapa mental:

Somente 7 minutos.

Mapas mentais para Interpretação de Textos - I

Assista a uma rápida aula:

Apenas 5 minutos.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Interpretação de texto pela criança e pelo adulto

A diferença de abordagem de um texto por uma criança em idade escolar, até os 15 anos, e um adulto se revela no imediatismo mental.

Se apresentamos o texto a seguir:

Passaram a manhã toda em viagem, sob um sol forte que contrariava o prognóstico do homem do tempo. Eram Jaques, Amanda e William, este na direção do veículo. O primeiro e a segunda viajavam profundamente contrariados e incomodados, pois sua proposta era viajar à noite. Isto conflitava com a cegueira noturna de Roberto. Já que era ele o responsável por conduzir o veículo, nada tinham a fazer.

Chegando ao Cabo Frio, Roberto passou a procurar a pousada, a dois quarteirões da avenida da praia, perto do Corpo de Bombeiros. No caminho, Jaques e Amanda pararam para um lanche, medida mais provável para acabar com o seu mau humor. Um banho seria bem vindo, mas o estômago foi mais soberano.

Roberto ficou a divagar sobre a sua vida, seu casamento desfeito, a vida em estradas, dirigindo para lá e para cá, usando seu pequeno apartamento mais como pousada do que como lar. Tomou uma resolução: iria procurar uma ocupação em algum lugar fixo, para tentar recuperar seu aquele tão necessário ponto de vista de referências sólidas. Nada de nomadismo, forçaria sua natureza, mas se tornaria um homem de família, não mais da anterior, posto que era irreversível a separação, mas de uma outra, nova, correta e ajuizada.

Um jovem, na faixa etária que citamos, diria que a ideia principal do texto seria a VIAGEM (até porque dois parágrafos dela tratam). Já o adulto, amadurecido, diria que a ideia central está na resolução de vida de Roberto.

Ponto espacial e Ponto emocional

Crianças tendem a dar valor ao movimento de pessoas e de coisas (mudança no espaço). Já os adultos tendem a ver realmente a "temperatura" emocional dos personagens envolvidos. O mais importante é o crescimento pessoal, a resolução para tentar mudar a direção de suas vidas. Isto é amadurecimento.

Conclusão

Portanto, ao interpretar um texto, procure o foco emocional. Ele é o foco QUENTE e principal.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como escrever um texto - Introdução - Detalhamento

No post anterior estabelecemos uma estrutura em 4 partes para um texto.

O primeiro grupo de parágrafos corresponde à introdução, com a seguinte marca de identificação:


O tema do texto possui Conceitos associados ao assunto. Por exemplo, no caso do trânsito podem ser os fatores que tornam o trânsito lento, como: quantidade de carros, gargalos de trânsito e sinalização deficiente. É preciso procurar pelo menos três conceitos associados ao assunto, para se ter uma abordagem que mostre um cenário bem próximo do real. Neste caso do trânsito, se for falado apenas da quantidade de carros, o leitor vai criticar o texto, lembrando que a sinalização importa. Outro vai lembrar dos trechos que formam os gargalos, e outros ainda podem citar fatores secundários como o aumento de renda que provoca a chegada de mais veículos nas ruas.

Os motivos que levaram à redação do texto geralmente estão associados a um Problema, baseado no fato de que quando está tudo bem, ninguém fala de um Assunto. O Problema pode ser algo crônico, ou seja, que vem se arrastando com o tempo, até ultrapassar a tolerância de quem está envolvido, ou um incidente (provavelmente grave), que se tornou notório o suficiente para demonstrar uma anormalidade em determinado campo da atividade humana. No caso do trânsito, seria um acidente grave que mostrou a fragilidade do controle de trânsito ou a insuficiência das vias de tráfego.

O caso das drogas

No caso das drogas, os fatores poderiam ser o aspecto fisiológico, o transtorno social produzido e o efeito sobre os planos de saúde. Os motivos são óbvios para a nossa época, ou seja, a criminalidade.






segunda-feira, 29 de abril de 2013

Como escrever um texto - Redação, introdução, definições, conceitos, contextos e conclusão

Decepcionante a Era da Internet, e a Idade das Redes Sociais em termos de Leitura, Redação e Compreensão.

A Internet está repleta de Analfabetos Funcionais, pois ao menor sinal de inversão da ordem natural das frases ( Sujeito Verbo Objetos), o leitor se confunde, se enfurece e se desmotiva. A Leitura e a Escrita são as duas faculdades mentais que nos estabelecem no topo da Cadeia Animal.

As Entidades do Texto

É de consenso geral a existência, no texto escrito e no discurso, das seguintes entidades de domínio universal:

Introdução;
Definições;
Conceitos;
Contextos ou Circunstâncias;
Conclusão;

O volume de texto

Em  tempos de Internet, deve-se pegar leve com o leitor. Um texto digital para "leitura instantânea" de navegadores ansiosos crônicos não deve exceder quatro parágrafos, com o risco de ser abandonado.

Esquema do Texto Padrão

O Texto padrão obedece ao seguinte esquema:


Detalharemos cada parte em um próximo post.

O segredo para escrever

O segredo para escrever está contido no seguinte princípio:


Este é o princípio que norteia e que mostra a contradição dos comentaristas da Internet em suas várias modalidades (fóruns, chats, blogs e grupos de discussão). Eles não leem, mas querem opinar APRESSADAMENTE.

Conclusão

Se não colocarmos uma conclusão, entraremos em contradição com o que propusemos. A conclusão é uma recomendação:

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